Terça-feira, 29 de Maio de 2007

Impacto das comunidades de aprendizagem na educação e formação ao longo da vida

"É actuando no mundo que nos formamos, que nos tornamos seres historicos e éticos, capazes de optar, de decidir, de romper"

                                                   Paulo Freire, 2000

Dada uma Europa que evolui cada vez mais quer a nível económico, tecnológico quer a nível de envelhecimento demográfico a aprendizagem ao longo da vida, como a educação e a formação, transformou -se numa necessidade. A actualização e a renovação contínuas dos conhecimentos, das aptidões e das competências dos cidadãos são fundamentais para a competitividade e a coesão social. Todavia, esta aprendizagem é dificultada pela falta de comunicação e de cooperação entre os organismos de ensino e formação e as respectivas autoridades governamentais. Os obstáculos que daí advêm impedem não só o acesso dos cidadãos à educação e à formação, como também inviabilizam a conjugação das qualificações que tenham obtido em instituições distintas, obstando assim à prossecução da aprendizagem ao longo da vida. Por outro lado, a inexistência de disposições que dêem aos cidadãos a possibilidade de transferirem qualificações entre contextos de aprendizagem pode criar obstáculos potenciais à mobilidade dos trabalhadores e dos aprendentes no mercado de trabalho europeu. Existem assim vários programas comunitários de educação e formação por exemplo O Programa de Aprendizagem ao Longo da Vida. Promove intercâmbios, a cooperação e a mobilidade entre os sistemas de ensino e formação na Comunidade.

·         Contribuir para melhorar a qualidade das possibilidades de aprendizagem, tornando-as mais atractivas e acessíveis.

·         Reforçar o contributo da aprendizagem para a coesão social, a cidadania activa, o diálogo inter cultural, a igualdade entre homens e mulheres e a realização pessoal.  

·         Promover a aprendizagem de línguas e a diversidade linguística.

·         Apoiar o desenvolvimento dos meios facultados pelas tecnologias da informação e comunicação (TIC).

·         Promover a cooperação em matéria de garantia de qualidade em todos os sectores da educação e da formação.

"Uma pessoa permanece jovem na medida em que ainda é capaz de aprender, adquirir novos habitos e tolerar contradições"

                                                    Marie Von Ebner - Eschenbach

publicado por Fantastic 4 às 15:07

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Abordagens educacionais nas comunidades de aprendizagem em rede

§                    Os media do conhecimento

“Embora a expressão «Tecnologia e Comunicação Educacional» se tenha incorporado nas terminologia pedagógica há apenas 30 anos, o vínculo entre tecnologia e comunicação e comunicação em educação não é um fenómeno recente.

A ênfase actual na tecnologia educativa deve-se à intensidade, profundidade e celeridade das mudanças na tecnologia da informação nas últimas décadas. Estas mudanças têm vindo a revolucionar o campo da informação e, em consequência, a Educação”.

Neste pequeno excerto, Bento Silva, fala-nos daquilo que podemos chamar de “novos” media que surgem com características inovadoras, uma das mais importantes é o dinamismo. Acompanhada destes meios de comunicação inovadores, vem a ideia de abordagem construtivista. Esta abordagem coloca o aluno na posição de protagonista na acção/aprendizagem e é este que contextualiza os ambientes de aprendizagem para seu próprio comodismo. O professor, por sua vez, aparece “como facilitador, acompanhante e tutor das actividades do aluno” (Dias, 2000).  

 

§                    Hipertexto e Educação

O conceito de hipertexto apareceu nos anos 60 pela mão de Ted Nelson que o designava como um sistema não linear de organização da informação. Quando cuidadosamente planeado o hipertexto tem várias vantagens: 

Ø     Sistemas de hipertexto enquanto ferramentas de ensino e aprendizagem parecem facilitar um ambiente no qual a aprendizagem acontece de forma acidental e por descoberta, pois ao tentar localizar uma informação, os usuários do hipertexto, participam activamente de um processo de busca e construção do conhecimento, forma de aprendizagem considerada como mais duradouras e transferível do que aquela directa e explicita.

Ø     Uma sala de aula onde se trabalha com hipertextos transforma-se num espaço transaccional apropriado ao ensino e aprendizagem colaborativos, mas também adequado ao atendimento de diferenças individuais, quanto ao grau de dificuldade, ritmo de trabalho e interesse.

 

“O acesso aos conteúdos num hipertexto ideal é completamente livre, interactivo e não sequencial entre os conteúdos, e entre estes e o utilizador, processo este que é organizado preferencialmente em ordem às necessidades e estilos individuais de aprendizagem e não por uma sequencia formal estabelecida pelo autor” (Dias 2000).

 

 

 

 

 

 

publicado por Fantastic 4 às 14:44

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Terça-feira, 1 de Maio de 2007

Educação e sociedade em rede

                             

A Internet não é uma simples tecnologia de comunicação, mas o epicentro de muitas áreas da actividade social, económica e política. Por este motivo, a Internet converte-se num grande instrumento de exclusão social, reforçando o hiato entre pobres e ricos, existente na maior parte do Mundo. Mas, por outro lado, a Internet, funciona como uma ágora global, onde as pessoas podem expressar e partilhar as suas preocupações e esperanças.

Desta forma a Internet tem potencialidades ao poder implicar e responsabilizar os cidadãos informados e conscientes dos problemas existentes na sociedade, na construção de Estados mais democráticos, conduzindo a uma sociedade mais humana e menos votada à desigualdade e à exclusão social.

 

“ Resenhas educativas”, Ana Paula Andrade Alves – Universidade do Minho

 

   Com a evolução das tecnologias e o consequente acréscimo da utilização da Internet, nos anos 80, gerou-se uma complexa discussão sobre os novos padrões de interacção social. A dependência da Internet leva ao aparecimento de comunidade virtuais on-line, mas ao mesmo tempo leva ao isolamento dos sujeitos: da vida social, da comunicação social, familiar afastando o cibernauta do mundo real parecendo que este se refugia na Internet para “esquecer” a realidade que o rodeia.

   Cada vez mais são aqueles que usam a Internet não só para pesquisas, para afazeres do dia-a-dia mas também, e quase que principalmente, para estabelecerem relações de “amizade” com conhecidos/desconhecidos (chats) como também para comunicarem á distancia com familiares (e-mail).

   Surge por isso um novo sistemas de relações sociais centrado no individuo a que Wellman denomina por “comunidades personalizadas” que se centram em redes que “se constroem de acordo com as escolhas e estratégias dos actores sociais, sejam estes indivíduos, famílias ou grupos sociais” (Castells, 2004; p. 157) centradas no próprio eu.

   Os cibernautas são maioritariamente jovens que vão em busca  da sua identidade do seu eu, o que leva a criar uma segunda identidade para esconder a sua. Muda consoante as circunstancias, interesses e necessidades.

   A Internet não acaba necessariamente com as relações sociais, pode até muitas vezes servir para solidificar relações á distancia que se dissolveram pelas mudanças estruturais da família, pelo individualismo ou até mesmo por questões geográficas.

   Nos dias de hoje, já são muitos os que fazem parte de uma “rede on-line” individualizada. Estas “redes on-line” podem tornar-se “comunidades especializadas” em que os seus participantes têm interesses específicos. Já nas “comunidades escolhidas” a interacção individualizada “é baseada na selecção de tempo, lugar e companheiros” (Kopomaa, 2000; Nafus e Tracey, 2000).

   O indivíduo, ao usufruir da Internet e das novas tecnologias, procura remodelar o modelo de interacção social que não tem que se basear propriamente numa relação cara a cara, mas sim um novo modelo de sociedade virada para as relações virtuais: a sociedade de rede.

   Em jeito de conclusão e segundo Di Maggio e outros (2000) “ a Internet parece ter um efeito positivo na interacção social e aumentar o grau de exposição a outras fontes de informação.

                                                         

 

 

 

 

publicado por Fantastic 4 às 13:48

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