Terça-feira, 1 de Maio de 2007

Educação e sociedade em rede

                             

A Internet não é uma simples tecnologia de comunicação, mas o epicentro de muitas áreas da actividade social, económica e política. Por este motivo, a Internet converte-se num grande instrumento de exclusão social, reforçando o hiato entre pobres e ricos, existente na maior parte do Mundo. Mas, por outro lado, a Internet, funciona como uma ágora global, onde as pessoas podem expressar e partilhar as suas preocupações e esperanças.

Desta forma a Internet tem potencialidades ao poder implicar e responsabilizar os cidadãos informados e conscientes dos problemas existentes na sociedade, na construção de Estados mais democráticos, conduzindo a uma sociedade mais humana e menos votada à desigualdade e à exclusão social.

 

“ Resenhas educativas”, Ana Paula Andrade Alves – Universidade do Minho

 

   Com a evolução das tecnologias e o consequente acréscimo da utilização da Internet, nos anos 80, gerou-se uma complexa discussão sobre os novos padrões de interacção social. A dependência da Internet leva ao aparecimento de comunidade virtuais on-line, mas ao mesmo tempo leva ao isolamento dos sujeitos: da vida social, da comunicação social, familiar afastando o cibernauta do mundo real parecendo que este se refugia na Internet para “esquecer” a realidade que o rodeia.

   Cada vez mais são aqueles que usam a Internet não só para pesquisas, para afazeres do dia-a-dia mas também, e quase que principalmente, para estabelecerem relações de “amizade” com conhecidos/desconhecidos (chats) como também para comunicarem á distancia com familiares (e-mail).

   Surge por isso um novo sistemas de relações sociais centrado no individuo a que Wellman denomina por “comunidades personalizadas” que se centram em redes que “se constroem de acordo com as escolhas e estratégias dos actores sociais, sejam estes indivíduos, famílias ou grupos sociais” (Castells, 2004; p. 157) centradas no próprio eu.

   Os cibernautas são maioritariamente jovens que vão em busca  da sua identidade do seu eu, o que leva a criar uma segunda identidade para esconder a sua. Muda consoante as circunstancias, interesses e necessidades.

   A Internet não acaba necessariamente com as relações sociais, pode até muitas vezes servir para solidificar relações á distancia que se dissolveram pelas mudanças estruturais da família, pelo individualismo ou até mesmo por questões geográficas.

   Nos dias de hoje, já são muitos os que fazem parte de uma “rede on-line” individualizada. Estas “redes on-line” podem tornar-se “comunidades especializadas” em que os seus participantes têm interesses específicos. Já nas “comunidades escolhidas” a interacção individualizada “é baseada na selecção de tempo, lugar e companheiros” (Kopomaa, 2000; Nafus e Tracey, 2000).

   O indivíduo, ao usufruir da Internet e das novas tecnologias, procura remodelar o modelo de interacção social que não tem que se basear propriamente numa relação cara a cara, mas sim um novo modelo de sociedade virada para as relações virtuais: a sociedade de rede.

   Em jeito de conclusão e segundo Di Maggio e outros (2000) “ a Internet parece ter um efeito positivo na interacção social e aumentar o grau de exposição a outras fontes de informação.

                                                         

 

 

 

 

publicado por Fantastic 4 às 13:48

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